[You] Dormindo com o inimigo

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Em plena New York da era do fast love, uma escritora insegura (e um tanto mal resolvida) conhece um vendedor de livros charmoso e compreensivo. Parece um sonho que se tornou realidade mas, na verdade, era um pesadelo. A série “You”, que já havia ido ao ar pela TV a cabo nos Estados Unidos e, com audiência pífia, havia sido cancelada, ganhou uma segunda temporada após seduzir mais de 40 milhões de espectadores ao ser exibida na Netflix.

É difícil falar sobre a série sem dar spoilers mas vamos lá: Quando comecei a assistir “You” confesso que desconhecia os detalhes da história e achava que Joe fosse “apenas” mais um stalker. Cá entre nós, em tempos de internet e redes sociais, stalkear não é algo tão grave assim, certo?

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Acontece que Joe, na verdade, é um psicopata, suas atitudes, que sua mente doentia acha que são para o bem, são desprezíveis (para se dizer o mínimo). Até eu que, confesso, costumo torcer para o vilão das séries (eu amo o Red de Black List e a Cersei de GOT) fiquei chocada com o rumo dessa história.

É certo que alguns acontecimentos são previsíveis após vermos os primeiros episódios. Beck, a stalkeada em questão, é uma escritora com bloqueio criativo, cercada de amigas patricinhas para quem finge ser o que não é, e tem problemas mal resolvidos com o pai. Seu namorado, Benji, é uma confusão, e parece que nada que ela faz está dando certo.

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Quando Joe surge em sua vida, ele se propõe a ajudá-la, com seus métodos nada ortodoxos. O lance perturbador é que, de alguma forma, a vida de Beck parece melhorar mesmo, pois ela arruma uma agente, começa a publicar seus textos e agora tem um namorado amoroso e dedicado (pelo menos ela acha isso!)

No final, um tanto surpreendente, um gancho nos faz querer ver a próxima temporada.

E você já viu You? O que achou dessa série polêmica? Conte para a gente!

Estamos de volta!

Estávamos um pouco sumidas do blog, né? Mas, se você achou que não iríamos mais aparecer por aqui:

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2019 reserva muitas novidades para o Blog da Chloé e, com o período de Janeiro, conseguimos nos organizar melhor. Para ficar em dia com nossos posts, não deixe de nos visitar. Estamos cheias de ideias, vendo muitos filmes e produzindo novos materiais para você acompanhar.

Ah! Se tiver alguma ideia, algum tema que queria sugerir, é só comentar aqui. Tá bom?

Abraços!

Ana e Vitória – Os relacionamentos na era das redes sociais.

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Dia desses estava trocando ideia com uma amiga sobre relacionamentos modernos quando ela saiu com essa pérola: “Puxa, você já viu Ana e Vitória?” Eu fiquei tipo “é de comer?” rsrs “Ah, assiste, tem na Netflix, é interessante…”

Ontem estava em casa procurando algo para assistir quando lembrei da sugestão. Porque não dar uma chance? (melhor explicando, não sou muito fã de musicais e filmes nacionais, e muito menos de filmes de amor) daí a hesitação. Uma observação aqui: o filme não é sobre amor mas sobre a falta de. Vamos lá, o filme começa numa festa, onde Ana faz um pequeno show (ela é uma cantora de barzinho, dessas que ninguém presta muita atenção) e nessa festa ela reencontra uma amiga da escola, Vitória. As duas conversam um pouco sobre a vida. Ana vive apaixonada (mesmo que suas paixões sejam efêmeras). Ela não consegue viver sem estar amando. Vitória, por sua vez, não acredita no amor. Não se apaixona, não se apega. Ana está com a namorada, o “amor da sua vida” “aquela com quem vou ficar para sempre” e se surpreende (por cinco minutos, digamos) quando a namorada confessa que o relacionamento delas está chato. Quer abrir a relação. Ana é contra, diz que a ama, quer ficar só com ela.

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A namorada acaba cedendo.  Outros cinco minutos se passam e eis que uma garota linda tenta beijar Ana no banheiro. (sim essa festa é moderninha, afinal, como diz minha terapeuta e uma personagem do filme, todo mundo é bissexual ou, ao menos, ninguém é 100% hétero).  Ela pede licença a menina e vai até a namorada: “Voce tem razão, relacionamento aberto é melhor…”. Mas ao procurar a menina do banheiro (ela se chama Cecilia) esta diz que sabe que Ana namora e não quer problema, por isso não quer mais ficar com ela. A fim de provar para Cecilia que o relacionamento delas é aberto, Ana pede a Vitória que beije sua namorada. Vitória, que nunca tinha ficado com garotas, no inicio reluta. No fim, acaba ficando e gostando. Esse é só um exemplo do que vai rolar durante todo o filme, que conta sobre como Ana e Vitória, após este encontro improvável, acabam por formar uma dupla de MPB e a fazer sucesso (gravam um CD, fazem tournées, etc…) e sobre as pessoas que irão conhecendo  – e se relacionando – pelo caminho. O elenco é formado por pessoas muito jovens, quase todos sofríveis como atores. As duas meninas do titulo cantam razoavelmente bem, mas a impressão que me deu foi de estarem tocando sempre a mesma musica o filme todo. (aqui eu preciso confessar que depois da metade do filme eu já “adiantava” as musicas). A parte curiosa do filme, para mim, foi mesmo a dos relacionamentos. Será que em tempos de redes sociais o amor acabou mesmo? Sim porque, se observarmos com atenção, as duas meninas (a que ama e a que não ama) comportam-se da mesma forma em seus relacionamentos. O final (sem spoiler aqui) achei de acordo com o resto do filme, sem grandes lições de moral, obrigada, por nada!

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E você, viu o filme? Acha que os relacionamentos hoje em dia são assim mesmo ou o filme representa uma pequena (mas muito pequena mesmo) parcela de “moderninhos descolados”? Existe espaço para o amor romântico na era digital?

[Desventuras em série]: “Look away”

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“Desventuras em Série” é uma série da Netflix baseada nos livros de Lemony Snicket (na verdade Daniel Handler) que contam a história dos órfãos Baudelaire, os irmãos Klaus, Violet e Sunny, que após perderem os pais em um incêndio, precisam enfrentar o Conde Olaf, um ator interessado na fortuna das crianças.

Rotulados como literatura infanto-juvenil, os treze livros, a meu ver, agradam aos adultos também ou mais até, se considerarmos que a ironia fina nem sempre é captada pelos pequenos, aliada ao humor negro e ao fato de nada dar certo para os órfãos.

A historia dos órfãos é narrada por Snicket que, o tempo todo tenta nos dissuadir de vê-la, avisando que o que esta por vir não será alegre. Isso confere um charme a mais a narrativa, juntamente com as dedicatórias para a misteriosa Beatrice.

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A série encontra-se em sua terceira e última temporada e é uma ótima dica para maratonar, cito aqui algumas razões:

O cenário e figurinos atemporais não nos entregam onde nem quando a história se passa (não há smartphones, isto é fato!) e esse ar de fantasia, além de encher os olhos, dá uma sensação de bem estar que só quem vê a série sente.

Aparentemente, os Baudelaires sofrem com a falta de sorte. Entretanto, eles nunca se deixam abater por isso, tomando sempre atitudes positivas sem se fazer de vítimas (o que me lembrou agora a Hanna Baker de “Os 13 porquês” que, apesar de ser uma patricinha de classe média alta, vivendo com pais amorosos, com direito a carro e namorado, mesmo assim opta por tirar a própria vida baseada em futilidades. Muito diferente o “approach” das duas séries, mas isso é assunto para outra crônica). As “desventuras” no caso, referem-se ao fato de os órfãos precisarem ficar sob a tutela de um guardião.

O vilão Conde Olaf, ciente da fortuna que eles um dia herdarão, tenta ser esta pessoa, mas óbvio que isso não vai dar certo. Entre um local e outro, porventura eles até esbarram em pessoas do bem, como a Juíza Strauss, Tio Montgomery ou Tia Josephine, mas como o final (talvez feliz?) ainda está longe de ocorrer, essas pessoas acabam por sair de suas vidas (seja por que o destino os fez seguir por caminhos diferentes, seja por algum motivo um pouco mais trágico).

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Com o desenrolar dos episódios, apesar do surgimento de novas e interessantes personagens, tais como os trigêmeos Quagmire, Esmé Squalor e Carmelita Späts, a perseguição pelo Conde acaba se tornando um pouco repetitiva.

Mesmo assim, na minha opinião, pelos motivos já citados e pelo elenco, também muito bom, contando com Neil Patrick Harris no papel do Conde Olaf, (papel este que já foi de Jim Carrey na versão para o cinema) e Presley Smith, a atriz-bebê que faz o papel de Sunny, o bebê mais fofo de todos os tempos, a série vale a pena ser vista (se puder leia os livros também!). Se você já viu, deixe um comentário! Queremos saber o que achou. 

3 sites para baixar livros

O compartilhamento de informações, de forma rápida e fluida, é um dos grandes benefícios que a internet (aliada à tecnologia) nos trouxe. Hoje, já é possível encontrar milhões de informações relevantes e de confiança na web, de forma gratuita. Dentre eles: livros e mais livros são disponibilizados aos montantes (e em diferentes formatos).

Mas você sabe onde encontrá-los? Listamos, abaixo, 5 ótimos sites para download de livros gratuitos (e atualizados). Dá uma olhadinha:

1 – Lê Livros

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O Lê Livros é um site incrível de compartilhamento, que oferece diversas obras e de diferentes gêneros. O mais legal do site é que você pode fazer o download em diferentes formatos ou mesmo, ler online. 🙂

2 – E-livros Grátis 

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Particularmente, acho a interface desse site muito poluída. Mas, ele não deixa a desejar. O E-livros, possui uma série de livros interessantes e pode ser muito relevante para quem, assim como eu, ama ler!

3 – Free Books

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Ainda que seja um site bem mais limitado que os outros citados acima, o Free Boooks é também uma boa pedida para quem deseja encontrar livros mais específicos, em boa qualidade. A plataforma é constantemente atualizada e super bem organizada em categorias e gêneros.

E aí, gostou das dicas? Conhece outro site tão (ou mais interessante) para download de livros? Se sim, deixe um comentário aí e compartilhe a informação com outras pessoas que também amam ler!

Que vença o melhor

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The Final Table é a nova série gastronômica da Netflix. Quem gosta de reality shows gastronômicos com certeza irá gostar deste também. 

O formato é parecido com MasterChef. Na verdade, com o de todas as competições culinárias. Aqui os chefs competem em duplas e os jurados mudam conforme o “país”. Essas são as diferenças mais marcantes.

Cada episódio representa a culinária de um determinado país. Assim sendo, “passeamos” pela Espanha, Índia, México, França, Japão, Reino Unido e até mesmo Brasil. Na primeira parte do programa, os três jurados, quase sempre um crítico gastronómico e um ator/atriz ou jogador de futebol, escolhem um único prato para as duplas reproduzirem em suas versões, não necessariamente as clássicas.

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Na segunda parte, as duplas que menos agradaram aos jurados precisam cozinhar novamente. Desta vez é um chef renomado do país que escolhe um ingrediente para as duplas usarem sua imaginação e talento. A pior dupla volta pra casa. Na final as duplas passam a ser indivíduos, o que é um pouco cruel (você vai entender quando chegar lá).

A série não prende muito a atenção, talvez por poder ser vista de uma vez só (são dez episódios de aproximadamente uma hora) o que faz com que não tenhamos tempo de nos identificarmos com algum dos concorrentes a ponto de torcer por ele.

O mais interessante, na minha opinião, é ver os chefs e os jurados famosos dando sua opinião sobre os pratos, por vezes com humor, por vezes com emoção.

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E, como em quase toda competição culinária, passar vontade com aqueles pratos lindos que parecem ser muito gostosos também.

Se você é fã do gênero não perca, tenho certeza que vai gostar.

Mandou bem: uma competição de culinária para amadores

 

capa-netflix-mandou-bemEi, gente! Tudo bem? Nesse fim de semana tirei um tempinho para assistir à algumas séries e acabei vendo dois episódios de “Nailed it”, ou “Mandou bem”. O reality de culinária, apresentado por Nicole Byer, totalmente dedicado à amadores. Ou seja, os participantes são pessoas que não possuem familiaridade com a cozinha ou não possuem técnica e precisam reproduzir pratos de confeitaria.

Acho genial a ideia de fazer uma “caricatura” dos programas de culinária, tão em alta no cenário mundial. A ideia é desconstruir a imagem de perfeição da cozinha, mostrando-a como um cenário cotidiano e absolutamente desencantado, quando não habitado pelos chefs e especialistas. [Ok, essa afirmação não está muito correta, afinal a cozinha pode ser, sim, muito encantada quando possui um amor familiar, e etc. Meio clichê, mas verdade]. 

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Ainda que o resultado final dos pratos seja, de certa forma, engraçado… O programa, em geral, não me agradou muito. Sem querer ser reclamona, mas me incomoda esse formato enlatado que a Netflix tem mania de enfiar goela abaixo de seus assinantes.

Mas, o meu incômodo não é bem por essa questão: além do desperdício absurdo de comida, os resultados não são nem um pouco apetitosos e, dos episódios que vi, os pratos foram feitos com pouca higiene. Seria proposital? Acho bem bacana no Masterchef, por exemplo, o cuidado na redistribuição dos alimentos que sobram e com a higiene na execução dos pratos. Acho que quando se trata de comida, ainda mais no âmbito industrial, esses são dois pontos fundamentais.

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Ainda que não seja excepcional, como o The Final Table, este é um programa de entretenimento rápido e sem muita exigência, para quem deseja apenas se distrair um pouco: você encontrará piadas rápidas, pratos feios e pessoas destrambelhadas tentando fazer um prato bonito (e,  por sorte, apetitoso).

Você já viu essa série? Curtiu? Deixe um comentário aí!

Rafael e a definição da Beleza

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Até 13 de janeiro, (se vc correr ainda dá tempo!) quem estiver em SP pode ver as obras do pintor renascentista Rafael Sanzio em exposição na Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp.

Rafael foi um mestre da pintura e arquitetura da escola de Florença durante o Renascimento italiano, reconhecido graças a suavidade e perfeição de suas obras.

Rafael tinha vários colaboradores tais como Giulio Romano e Giovan Francesco Penni, que, após sua morte, dedicaram-se a terminar as obras inacabadas do mestre.

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A exposição foca mais no período renascentista do que nas obras de Rafael propriamente ditas. Salvo engano, são somente três expostas. Mas esta informação não vai fazer diferença: as demais obras, destes seus pupilos, tem um estilo muito parecido. Além das telas a exposição conta com tapeçarias enormes também.

A exposição vale a pena, até porque é gratuita e não tinha fila (ao menos no dia em que eu fui). Inclusive eu gostaria de ter me demorado um pouco mais, mas o ambiente escuro e frio fez com que eu apressasse minha visita. Um aviso: leve uma blusinha e divirta-se!

CCXP 2018: Viva o épico!

imageTodo ano milhares de pessoas se encontram nesse festival Geek que se autodenomina a maior feira de cultura pop do Brasil (e deve ser mesmo).

As filas para as exposições,quase sempre interativas, são longas e requerem paciência do publico. Eu ando meio com preguiça de multidões mas… ver de perto os Cosplayers não tem preço.

Aliás, pelo que entendi, todo ano há um concurso para escolher os melhores cosplayers. Ontem, pela primeira vez, acabei assistindo ao desfile e, gente, adorei! Inclusive a banda que tocou era maravilhosa. Não é nova, mas eu nunca tinha ouvido falar. Se chama “Leela”, é uma banda de rock, mandou muito bem. Esse desfile para mim foi o Highlight do dia.  

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Outro sonho de consumo, este modesto: conseguir uma mesa na praça de alimentação bem em frente ao palquinho Just Dance 2019. Eu confesso que adoro esse game! Preferencialmente para assistir os outro jogando, mas eu até já joguei algumas vezes, confesso! Não conhecia a versão 2019 mas pelo pouco que ouvi, a playlist parece bem legal!  

A estrutura do Expo São Paulo é muito boa também, é preciso dizer. Apesar de tudo custar muito caro, aqui percebemos que há uma organização por trás, zelando pelo conforto das pessoas (na medida do possível para um evento dessa envergadura).

A HBO trouxe alguns atores de GOT que, desta vez, ao contrário do ano passado onde não vi ninguém, consegui ver (meio de longe, claro). A Netflix veio com algumas brincadeiras que remetiam a lançamentos(como o jogo Bird Box) e coisas mais antigas também: Havia um stand bem grande sobre La Casa de Papel (com filas enormes) que não me interessou. Eu até tentei ver essa série, que é um fenômeno de público, elogiada por muitos, mas confesso que me entedia. Acho chata, não acontece nada, cheguei a me torturar assistindo até o terceiro ou quarto episódio. Não desce, sorry.

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Já os meninos de Big Bang (essa sim, amo!) vão todos os anos para a Comic Con de San Diego  (sonho meu) e lembro com carinho do episódio em que eles estão vestidos de Star Trek e o carro quebra no meio da estrada. Desde então tenho essa vontade (de ir de Cosplay de Star Trek). Uma Uhura sexy ou talvez de capitã Janeway (mais a minha cara acho). Quem sabe no ano que vem?

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Chegou Honey Boo Boo

De uns tempos para cá, quando estou triste, opto por ver alguma coisa que me deixe feliz. Não foi sempre assim, eu costumava ver filmes (e ouvir músicas) que me deixavam mais depressiva, assim como os emos fazem, mas hoje em dia não acho que seja uma boa técnica, afinal, a vida é curta e não tenho a intenção de abreviá-la mais ainda.

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Meu programa favorito para esses casos é “Chegou Honey Boo Boo” do TLC. Não sei bem explicar porque. O programa mostra o dia a dia de uma família comum. Um pouco disfuncional, eu diria. A mãe, June Shannon, tem pouco mais de 30 anos de idade, mas já tem 4 filhas, de idades que oscilam entre 7 e 17 anos (dependendo da temporada que a gente está vendo, elas podem estar mais velhas).

Não há nada de excepcional com esta família. A caçula, Alana, a Honey Boo Boo do titulo, é uma criança que quer participar de concursos de beleza, atividade esta que ela abandona no decorrer das temporadas, talvez por entender que não tinha futuro ou simplesmente porque ter um programa de TV é muito mais “cool”. Alana é filha de Sugar Bear, o atual companheiro da Mama June. (pelo menos durante a série).

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A seguir, Lauryn, mais conhecida como Pumpkin, a terceira na linha de sucessão, é uma figurinha e tanto! A garota parece ser a que tem pior desempenho na escola, bem como gosta de pregar peças nas irmãs e falar (muitos) palavrões. Ela é a “enfant terrible” da série chegando até a se declarar bissexual em um dos episódios. Na série já há um personagem gay, o uncle Poodle, tio das garotas, irmão de Sugar Bear.

Jessica (Chubbs), a segunda filha, parece ser mais contida, tem planos de ir para a universidade, e é a irmã favorita de Alana (honey boo boo). Em um dos episódios, o da formatura do ensino médio, Jessica, após terminar com o namorado, dá um show de auto estima convidando sua melhor amiga para ser seu par no baile.

A mais velha (e mais sem graça) é Anna (a Cheekadee) que, seguindo os passos da mãe, engravida ainda adolescente, de um rapaz que “desaparece” da sua vida. Após dar a luz a Kathleen (mais uma mulher na família!) Anna acaba por se casar e ir embora (da casa e da série).

Lendo assim pode nem parecer, mas esta série com pinta de reality show é surpreendente e, acredite. Vc vai rir muuuuuito. Particularmente, Pumpkin é a minha favorita. Com sua espontaneidade (e uma inocência que beira a burrice) suas brincadeiras e frases “non sense” ela nos remete a um palhaço dos tempos modernos.

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A série terminou (infelizmente) devido a um escândalo sexual envolvendo uma das filhas. Por outro lado, atualmente Mama June tem uma série própria (Mama June Vida Nova) que já está na segunda temporada e conta como June, após ser traída por Sugar Bear e amargar uma separação traumática ao ser trocada por outra mulher, se reergueu apostando num “makeover” consistente em várias cirurgias plásticas, dieta, exercícios mas sempre mostrando que o caminho para a mudança não é fácil nem curto.

Mama June quer entrar num vestido 38. No primeiro episódio isso parece uma missão impossível. No final das contas, bem, não vou contar o final mas, ironia fina de um conto de fadas da vida real, a mulher por quem June foi “trocada” é obesa, não necessariamente bonita e, o que é pior, muito casca grossa! Espero que June tenha mudado por não se sentir a vontade em seu próprio corpo (e não para mostrar a Sugar Bear “o que ele está perdendo”, como é insinuado algumas vezes na série) pois acredito que esse seja o verdadeiro segredo da beleza. Nós somos belos se assim nos sentimos.